Análise de InstagramCada marcador aponta um achado exatamente onde ele mora no perfil, e cada publicação da grade abre com a leitura dela. Nada aqui é opinião solta: tudo saiu do que está publicado. Leitura de 24/09/2026, sobre as publicações mais recentes, que neste perfil são as 10 publicações próprias do período. O botão no topo alterna entre o perfil como está hoje e uma proposta que só reorganiza o que já existe.

A bio tem cinco linhas e não tem corte: tudo o que está escrito aparece antes de qualquer toque em "mais". São elas: "👨🏾🎓 Educador", "🔎 Pesquisador", "📚 Lifelong Learner", "🎤 Cantor de Karaokê" e "🚶🏾Modelo @soudisantos_ @agenciamodelsblack". Cinco papéis, nenhum tema.
O tema existe e é justamente o que mais rende. As três publicações em que você mostra o próprio trabalho têm mediana de 13,78%, contra 9,40% do perfil inteiro, e as três ficam acima da mediana. A maior de todas, 19,66% em 15/05/2025, tem legenda que conta a ida a Cusco "para apresentar a pesquisa sobre mobilidade corporativa e tecnologias digitais no ICMTT 24". A bio está dizendo menos do que a grade entrega.
A correção não pede frase nova: basta subir para a primeira linha o par que o feed comprova (educador e pesquisador) e acrescentar, com as palavras que as próprias legendas já usam, o assunto de que você trata (pesquisa e educação em 15/05/2025 e 28/01/2024, cultura afro-brasileira em 23/01/2025, 11/04/2024 e 25/01/2023). Espaço não falta: sem corte, cada uma das cinco linhas vale por inteiro. Toque em "Como poderia ficar", no topo.
O campo de nome traz apenas "Diego Santos", a mesma informação que o @ já entrega. A categoria está em branco na leitura de 24/09/2026. E o campo de link não leva a nenhum destino próprio: o único endereço externo registrado na coleta é o Threads do mesmo @di_diegosantos, ou seja, o clique devolve o visitante a outro perfil seu.
A busca do Instagram indexa dois campos, o @ e o campo de nome. Hoje os dois dizem a mesma coisa: quem já conhece você encontra, quem procura por educação, pesquisa ou cultura afro-brasileira não chega. E quem chega e se interessa não tem para onde ir.
É atenção sobrando sem destino. Com 9,40% de engajamento mediano e 13,7 comentários a cada 100 curtidas, este perfil converte atenção em resposta; o que falta é um lugar para levar essa resposta depois do comentário. Nome mais tema, uma categoria escolhida e um destino próprio no link (contato, currículo público ou uma página de trabalhos), anunciado na última linha da bio, resolvem os três. Toque em "Como poderia ficar", no topo.
A barra de destaques está vazia, nenhum destaque registrado em 24/09/2026. Enquanto isso, o material está publicado e datado: pesquisa e eventos em 15/05/2025 (Cusco, ICMTT 24, 19,66%) e 13/06/2024 (Fórum Abratur 2023 e fala em evento da Secretaria de Estado do Turismo do Maranhão, 9,83%); sala de aula em 28/01/2024 ("noite especial de formatura como paraninfo", 13,78%); cultura e ancestralidade em 23/01/2025 (7,69%), 11/04/2024 (exposição "Pequenas Áfricas: o Rio que o samba inventou", 4,49%) e 25/01/2023 (6,62%).
A barra de destaques é a única parte do perfil que fica parada, visível e organizada por assunto para quem chega pela primeira vez. Com ela vazia, o visitante precisa rolar quatro anos de grade para descobrir que ali tem pesquisa apresentada fora do país, fala em evento de governo estadual e uma formatura como paraninfo.
São seis publicações já produzidas e sem vitrine. Três destaques, "Pesquisa e eventos", "Sala de aula" e "Cultura e ancestralidade", se montam sem gravar nada. Toque em "Como poderia ficar", no topo.
Entre 15/05/2025 e 09/09/2026 foram 482 dias de calendário sem publicar, quase 16 meses, a maior das sete pausas acima de 60 dias do período. A publicação de retomada, em 09/09/2026, trouxe 27 comentários, o maior número absoluto das dez, e 42,19 comentários por 100 curtidas, contra 13,7 do perfil inteiro.
Uma audiência que responde assim depois de 482 dias é audiência de relação, não de alcance. O perfil não precisa reconquistar ninguém. O que ainda não está resolvido é a frequência: dez publicações em 204 semanas, ou 0,05 por semana.
E o ritmo já foi executado aqui dentro: 09/01, 16/01 e 23/01 de 2025, três publicações em 14 dias, uma a cada sete, com mediana de 9,08%. Uma publicação a cada sete ou dez dias, com o acervo de viagens, eventos e sala de aula que já existe, tira o perfil de 0,05 por semana sem inventar formato novo.
Separando as dez por assunto: trabalho (pesquisa, ensino e eventos), 3 publicações, mediana 13,78%, as três acima da mediana do perfil; natureza, trilha e espiritualidade, 2 publicações, média 11,06%; vida pessoal e afeto, 2 publicações, média 6,36%; cultura e ancestralidade, 3 publicações, mediana 6,62%.
O assunto que você trata como bastidor, o próprio trabalho, é o que mais rende: 13,78% contra 9,40% do perfil, 1,47 vez. E é um grupo pequeno, 3 das 10. Cultura e ancestralidade é o grupo em que este público responde menos, com mediana de 6,62% em três publicações, ainda assim 22 vezes a régua de 0,30%: o tema não é o ponto.
A diferença está na legenda. Em 23/01/2025 são 88 caracteres e em 25/01/2023 são 107, enquanto 15/05/2025 e 13/06/2024 contam o que você foi fazer, com nome de evento e de cidade, em 364 e 542 caracteres. O caminho já está no próprio feed: a de 11/04/2024 lista Tia Ciata, Donga, Pixinguinha e Cartola e avisa a data em que a exposição se encerrava; a de 13/06/2024 junta o Fórum, a fala e Alcântara na mesma legenda. É essa estrutura, o que é aquele lugar, por que você foi, o que aprendeu ali, que falta às visitas culturais.
As dez publicações analisadas são imagem. A grade mostra 14 itens, e 4 deles são publicações em colaboração pertencentes a outras contas: @adornos_e_magia, @revistahospitalidade duas vezes e @soudisantos_. Duas dessas quatro estão em formato reel. Dessas quatro a coleta não traz data, curtidas nem comentários, então elas não entram em nenhum cálculo.
Pela ordem da grade, duas delas ficam entre 15/05/2025 e 09/09/2026, uma entre 23/01/2025 e 15/05/2025 e uma entre 13/06/2024 e 09/01/2025, ou seja, dentro dos intervalos mais longos sem publicação própria. Outras contas já publicam com você, e é bom que continuem: elas colocam o perfil diante de outra audiência.
O que ainda não está sob seu controle é o vídeo próprio. Para um perfil cuja bio anuncia karaokê e modelo, um formato simples e repetível cabe bem: contar em até um minuto a história de uma das viagens de trabalho já publicadas (Cusco em 15/05/2025, Maranhão em 13/06/2024) ou o que você diz a uma turma, no mesmo tom da legenda de 28/01/2024.
Este perfil já resolveu o que costuma ser mais difícil: ser ouvido. São 9,40% de engajamento mediano nas dez publicações do período contra 0,30% da mediana do Instagram, com 13,7 comentários a cada 100 curtidas e nenhuma das dez sem comentário. Não há uma única publicação abaixo da régua de mercado: até o piso é alto, porque a menor das dez, em 12/10/2022, marca 2,99%, 9,97 vezes essa régua. E há repertório real por trás disso, tudo já publicado: pesquisa apresentada no ICMTT 24, em Cusco, participação no Fórum Abratur 2023, fala em evento da Secretaria de Estado do Turismo do Maranhão e uma noite de formatura como paraninfo. Na comparação medida no mesmo dia e pelo mesmo método, no bloco 06, os 9,40% ficam à frente da mediana de todos os outros perfis da tabela, sendo a mais alta delas 3,06%, num grupo de referências do mercado em que cinco dos seis perfis têm audiências maiores, o maior deles com 29.905 seguidores.
O que falta é frequência e um cabeçalho que trabalhe. Foram dez publicações em 204 semanas, 0,05 por semana, com sete pausas acima de 60 dias, a maior delas de 482 dias entre 15/05/2025 e 09/09/2026. E quem chega encontra campos parados: o campo de nome repete o que o @ já diz, a categoria está em branco, o link não leva a nenhum destino próprio (o único endereço externo registrado é o Threads do mesmo @) e não há nenhum destaque, embora as seis publicações que montariam três destaques já estejam no ar desde 2023, 2024 e 2025. A bio, que aparece inteira na tela porque não tem corte, lista cinco papéis e nenhum assunto.
O caminho está escrito na própria grade. As três publicações em que ele mostra o trabalho têm mediana de 13,78%, 1,47 vez a mediana do perfil, e as três ficam acima dela; a maior de todas, 19,66% em 15/05/2025, é uma foto de viagem cuja legenda conta que ele foi apresentar pesquisa. E a audiência provou que espera: depois de 482 dias sem publicar, a publicação de 09/09/2026 voltou com 27 comentários, o maior número do período, e 42,19 comentários por 100 curtidas, três vezes a taxa média do perfil. O contexto ajuda, e está no bloco 05: as viagens e travessias que ele já publica tocam o tema de maior interesse declarado entre os usuários brasileiros do Instagram, já que 55% deles dizem se interessar por viagem e turismo, em pesquisa com campo em dezembro de 2025. Não é um perfil que precisa ser reconstruído, é um perfil que precisa aparecer com mais frequência e dizer, logo no topo, do que ele trata.
A relação com a audiência: 9,40% de mediana, 13,7 comentários por 100 curtidas e nenhuma das dez publicações sem comentário. O repertório também já existe e está publicado, de congresso internacional a sala de aula.
Frequência e um cabeçalho que trabalhe: 0,05 publicação por semana, campo de nome repetindo o @, categoria em branco, nenhum destaque e link sem destino próprio.
Dizer o assunto na primeira linha da bio e no campo de nome, abrir três destaques com material já publicado e voltar ao ritmo de janeiro de 2025, quando saíram três publicações em 14 dias.
O perfil de Diego Santos tem a parte cara já resolvida: uma audiência de 936 pessoas que responde a todas as publicações, com 9,40% de engajamento mediano contra 0,30% da mediana do Instagram. O que está parado é o cabeçalho, que não diz o assunto a quem chega, e o ritmo, dez publicações em 204 semanas.
As barras seguem a ordem da grade, da mais recente para a mais antiga. Dentro de cada quadro, as linhas vão do maior para o menor engajamento. Cada barra e cada linha abrem a publicação com a legenda inteira. A janela vai de 12/10/2022 a 09/09/2026 e a mediana das dez é 9,40%.
As dez estão acima da régua de 0,30% do Instagram: 10 de 10, sem exceção. A maior é a de 15/05/2025, com 19,66%, a viagem que fechou a ida a Cusco para apresentar a pesquisa no ICMTT 24. As duas menores são a de 12/10/2022, com 2,99%, que é a mais antiga da janela e o ponto de partida do período, e a de 11/04/2024, com 4,49%. Mesmo o piso do período, 2,99%, é 9,97 vezes a régua de mercado. Entre a maior e a menor há 6,57 vezes de distância: o que varia aqui não é se o público responde, e sim o quanto.





Três destas cinco são o próprio trabalho dele (15/05/2025, 28/01/2024 e 13/06/2024): esse grupo tem mediana de 13,78% em três publicações, contra 9,40% do perfil, e as três ficam acima da mediana. A outra marca é a legenda que conta lugar, motivo e aprendizado, como em 15/05/2025 e 13/06/2024, com 364 e 542 caracteres. E a de 09/09/2026 mostra que a audiência continuou ali depois da maior pausa. A regra prática: quando a publicação nomeia o que ele foi fazer e quem estava junto, ela sobe.





Três delas (23/01/2025, 11/04/2024 e 25/01/2023) são cultura e ancestralidade, o grupo em que este público responde menos: mediana de 6,62% em três publicações, ainda assim 22 vezes a régua de 0,30%. O tema não é o ponto. O que separa este grupo do de cima é o tamanho e o recheio da legenda: 88 caracteres em 23/01/2025 e 107 em 25/01/2023, contra 364 e 542 nas duas de trabalho. A regra prática: dar às visitas culturais a mesma estrutura das publicações de trabalho, o que é aquele lugar, por que ele foi e o que aprendeu ali, como a de 11/04/2024 já faz ao listar Tia Ciata, Donga, Pixinguinha e Cartola.
Nas dez publicações do período, a primeira linha da legenda faz sempre uma de quatro coisas: marca uma data e abre uma retrospectiva, coloca o Diego dentro de uma cena em primeira pessoa, enuncia um tema em uma frase curta ou registra um acontecimento do dia. Separando as dez por esse critério, a diferença de resposta aparece: as aberturas que datam e as que começam por "Eu" formam os dois grupos com resultado acima da mediana do perfil, de 9,40%, e há dois moldes inteiros já escritos por ele dentro da própria grade.
Mediana de 11,81% em 4 publicações (15/05/2025, 28/01/2024, 13/06/2024 e 11/04/2024), 1,26 vez a mediana do perfil e 39,35 vezes a régua de 0,30% do Instagram. É o molde da melhor do período, os 19,66% de 15/05/2025.
"#tbt de uma das viagens mais mágicas e desafiadoras que fiz."
15/05/2025, 19,66%. A marcação de retrospectiva (#tbt, #tbtdump, #dump) avisa logo que aquilo é acervo, e isso libera o assunto: material antigo passa a poder ser publicado hoje sem parecer atrasado.
"para apresentar a pesquisa sobre mobilidade corporativa e tecnologias digitais no ICMTT 24"
Cusco, Peru, nome do evento e assunto da pesquisa na mesma linha. Em 13/06/2024 (9,83%) o mecanismo se repete com Fórum Abratur 2023, a fala em evento da Secretaria de Estado do Turismo do Maranhão, São Luís, Lençóis Maranhenses e Alcântara.
"Apesar do soroche (mal da montanha)"
A dificuldade entra na legenda em vez de ser escondida. É o que transforma foto de paisagem em relato de quem esteve lá.
"rolou muito aprendizado, cultura, história, arte, networking e comida boa!"
Uma lista curta no fim resume a viagem inteira. Em 28/01/2024 (13,78%) o fecho é outro, a citação de Malcolm X sobre educação e passaporte para o futuro, mesma função: dar uma frase que o leitor leva embora.
As quatro retrospectivas têm de 266 a 542 caracteres. É o espaço mínimo para caber data, nome do lugar, motivo da ida e o que ficou.
Fora o aviso de prazo de 11/04/2024, nenhuma das quatro chama o leitor para alguma coisa. Em dez publicações, só uma tem pergunta (09/01/2025, dirigida à amiga marcada) e só uma tem chamada com data (11/04/2024, avisando que a exposição se encerrava em 21/04/2024).
Média de 11,06% em 2 publicações (09/01/2025 com 13,03% e 16/01/2025 com 9,08%). São só duas, então o valor citado é média: serve como indício forte, não como lei. As duas abrem com a palavra "Eu": 09/01/2025 fica acima da mediana do perfil, de 9,40%, e 16/01/2025 fica logo abaixo dela, a 0,32 ponto percentual de distância.
"Eu me sentindo o Pikachu, atravessando o Vidigal a caminho do Morro Dois Irmãos no Rio de Janeiro."
09/01/2025, 13,03%. Não é a paisagem que abre, é ele atravessando a paisagem. Em 16/01/2025 (9,08%) a estrutura é idêntica: "Eu vi mamãe Oxum na cachoeira, fiz pedido, ela atendeu".
"Me sentindo o Pikachu" faz o trabalho que dez adjetivos não fariam. É humor sobre si mesmo, e é a marca mais reconhecível da escrita dele nas dez legendas.
"Sim, Fernanda Torres está certa: a vida presta!"
Ancorar a cena em algo que estava na boca de todo mundo dá ao leitor um ponto de entrada imediato.
"Agradeço ao guiamento da melhor, minha amiga: @beatrizkita"
Em 16/01/2025 ele repete: "só com o guiamento incrível desse casalzão maravilhoso @vinha.outdoor e @gabriel.outdoor". Cinco das dez publicações marcam alguém, e a mediana dessas cinco é 9,83%, contra 7,69% das cinco sem marcação.
A cena fica na cena. Nenhuma das duas diz o que é aquele lugar, por que ele foi até lá ou o que ficou depois, que é justamente o passo 2 do Molde 1. Juntar os dois moldes na mesma legenda é a maior oportunidade de escrita deste perfil.
Mediana de 6,62% em 3 publicações (23/01/2025 com 7,69%, 25/01/2023 com 6,62% e 12/10/2022 com 2,99%), contra 9,40% do perfil. Ainda assim são 22 vezes a régua de 0,30%: o tema não é o problema.
São as aberturas "Obrigado, Rio!", "Encher a alma de cultura, história, memória e ancestralidade negra!" e "Feliz dia das Crianças!". A diferença mensurável está no tamanho: essas três legendas têm 88, 107 e 160 caracteres, contra 266 a 542 das quatro retrospectivas. Falta nelas o passo 2 do Molde 1, o nome do lugar e o motivo da ida. A de 12/10/2022 é a mais antiga da janela e marca o ponto de partida do período.
Uma publicação das dez abre assim, a de 09/09/2026, com 9,72%: "Hoje (09/9)". É a despedida do cão Bud, o registro de uma perda, e não entra aqui como molde de conteúdo nem como coisa a repetir.
O que ela mostra sobre o perfil é outra coisa, e é importante: depois de 482 dias sem publicar, a legenda mais longa do período, com 1.146 caracteres, trouxe 27 comentários, o maior número absoluto das dez, e 42,19 comentários por 100 curtidas, contra 13,7 do perfil inteiro. A audiência continuou lá.
Toda imagem forte precisa vir com o nome próprio do que está acontecendo ali. Os 19,66% de 15/05/2025 não vieram da foto de Machu Picchu sozinha: vieram da foto mais a frase que diz que ele foi a Cusco apresentar pesquisa no ICMTT 24. Não há marcação nenhuma nessa publicação e a única hashtag é #tbt, ou seja, o resultado saiu da imagem e da legenda, sem alcance emprestado.
É a mesma diferença entre 13/06/2024, com 9,83% e 542 caracteres nomeando Fórum, secretaria, cidades e São João, e 23/01/2025, com 7,69% e 88 caracteres. Mesmo autor, mesmo público, mesmo tipo de imagem. O que muda é se a legenda conta o que é aquilo, por que ele estava lá e o que ficou.
Aplicação imediata, sem material novo: pegar uma visita cultural já publicada, como a exposição "Pequenas Áfricas: o Rio que o samba inventou" de 11/04/2024, e reescrevê-la nos cinco passos do Molde 1. A legenda dessa publicação já tem metade do caminho pronto ao listar Tia Ciata, Donga, Heitor dos Prazeres, Pixinguinha, João da Bahiana, Cartola e Dona Yvone Lara, e ao avisar a data de encerramento.
As dez publicações do período são imagem: nenhuma delas é vídeo próprio, então não há nada dito em áudio para transcrever aqui. A voz do Diego, neste perfil, está escrita. E ela é bem particular: dá nome aos eventos, credita quem conduziu, ri de si mesmo e repete um vocabulário próprio. Este módulo mostra o que as legendas já revelam dessa voz e o que ela ainda não teve oportunidade de dizer.
Das dez publicações analisadas, 10 são imagem e 0 são vídeo próprio, e nenhuma tem curtidas ocultas. A grade completa do perfil mostra 14 itens, e 4 deles são publicações em colaboração que pertencem a outras contas (@adornos_e_magia, @revistahospitalidade duas vezes e @soudisantos_): dessas quatro a coleta não traz data, curtidas nem comentários, então elas não entram em nenhum cálculo e nada se pode afirmar sobre o conteúdo delas.
Por isso, tudo o que vem abaixo sai de uma única fonte verificável: as dez legendas, com data e resultado de cada uma.
É o grupo que mais rende no perfil, 1,47 vez a mediana de 9,40%, e as três ficam acima dessa mediana. Repare no que a escrita faz nos três exemplos abaixo: o nome do evento ou da ocasião, o lugar quando existe e o que ele foi fazer ali.
"#tbt de uma das viagens mais mágicas e desafiadoras que fiz. Visitar a cidadela inca de Machu Picchu fechou com chave de ouro minha ida à Cusco, também no Peru, para apresentar a pesquisa sobre mobilidade corporativa e tecnologias digitais no ICMTT 24. Apesar do soroche (mal da montanha), rolou muito aprendizado, cultura, história, arte, networking e comida boa!"
Por que isso importa: é a melhor publicação do período, 2,09 vezes a mediana do perfil, sem nenhuma marcação e com uma única hashtag. O resultado saiu da imagem e desta legenda. Em 364 caracteres cabem o destino, o motivo profissional da viagem, o custo físico dela e o saldo. Nenhuma outra legenda das dez entrega tanta informação por linha.
"#tbtdump da minha visita ao estado do Maranhão. Houve participação no Fórum Abratur 2023, fala em evento da Secretaria de Estado do Turismo do Maranhão, visita ao centro histórico de São Luís, capital nacional do reggae, celebração no São João, ida aos Lençóis Maranhenses e à Alcântara, cidade mais quilombola do Brasil, tudo isso envolto em muita hospitalidade de todos com quem cruzei. [...] Inegavelmente, a ancestralidade, a influência africana e a negritude estão em todo canto. Foi muito especial!"
Por que isso importa: é a legenda mais densa do período em nomes próprios, 542 caracteres, e é a única que costura trabalho e ancestralidade sem separar os dois. Aqui está a prova de que o tema cultural rende mais quando vem junto do motivo concreto da viagem.
"#dump de uma noite especial de formatura como paraninfo! 🌱'A educação é o passaporte para o futuro, pois o amanhã pertence àqueles que se preparam hoje.' Malcolm X"
Por que isso importa: é a publicação com mais marcações das dez, quatro, e a segunda maior conversa do período, 18,35 comentários por 100 curtidas. Em uma linha e uma citação, ela diz o que a bio não diz: que ele é chamado para ser paraninfo. O que falta na legenda é o resto da história, de qual turma, de qual curso, o que ele falou naquela noite.
É o grupo em que este público responde menos, 6,62% contra 9,40% do perfil, e ainda assim 22 vezes a régua de 0,30% do Instagram. O tema não é o ponto: a diferença está na quantidade de informação que a legenda carrega. Duas dessas três legendas têm menos de 110 caracteres. A terceira, a mais longa das três, é também a que mostra o caminho.
"Esse #tbtdump é para avisar que se encerra em menos de duas semanas, no dia 21/04/2024, a exposição 'Pequenas Áfricas: o Rio que o samba inventou' no @ims.paulista. É sobre ancestralidade, cultura, resistência, negritude e samba. É sobre reverenciar quem veio antes de nós: Tia Ciata, Donga, Heitor dos Prazeres, Pixinguinha, João da Bahiana, Cartola, Dona Yvone Lara, entre outras figurantes marcantes da cultura afro-brasileira."
Por que isso importa: é a única das dez legendas com uma chamada com data. Tem nome de exposição, nome de instituição, prazo e sete nomes da história do samba. Ou seja, o repertório para o Molde 1 já está aqui dentro. É a peça que mais ensina sobre o que este perfil consegue escrever quando decide explicar o que está vendo.
"Obrigado, Rio! A cultura afro-brasileira existe/ resiste em cada canto da cidade! ✊🏾🌻🍃✨️"
Por que isso importa: são 88 caracteres, a legenda mais curta das dez, e mesmo assim 25,64 vezes a régua de 0,30%. A frase tem força de cartaz. O que ela não diz é onde ele estava, o que viu e por que aquilo comprova a frase. A mesma frase, dentro do Molde 1, mudaria de patamar.
Somando só o que as dez legendas nomeiam, existe pauta escrita e datada para meses: pesquisa sobre mobilidade corporativa e tecnologias digitais apresentada no ICMTT 24, em Cusco; Fórum Abratur 2023; fala em evento da Secretaria de Estado do Turismo do Maranhão; uma noite de formatura como paraninfo; a exposição "Pequenas Áfricas: o Rio que o samba inventou"; Alcântara, São Luís, Lençóis Maranhenses; o Circuito das Cascatas da Floresta da Tijuca e a travessia do Vidigal ao Morro Dois Irmãos. Nada disso precisa acontecer de novo para virar publicação.
E há um detalhe de vocabulário que vale mais do que parece: a família de palavras "guiamento" e "guiança" aparece em três legendas (16/01/2025, 09/01/2025 e 09/09/2026), sempre para creditar quem conduziu, e o agradecimento aparece em outras tantas. Isso é uma assinatura, e assinatura é o que faz alguém ser reconhecido antes de ler o nome.
O que a voz ainda não disse: as legendas nomeiam o tema da pesquisa, mas nenhuma das dez conta o que ela mostrou; nomeiam a noite de formatura como paraninfo, mas não contam o que foi dito ali; nomeiam a exposição, mas não contam o que ele aprendeu ali. Um registro em que ele conte essas três histórias com as próprias palavras, no mesmo tom das legendas de 15/05/2025 e 13/06/2024, entregaria à audiência de 936 pessoas exatamente o assunto que ela mais responde, 13,78% de mediana, e daria ao perfil o que hoje falta: aparecer com frequência sem depender de uma viagem nova.
Antes de olhar o perfil, vale olhar o campo. As legendas citam a apresentação de uma pesquisa sobre mobilidade corporativa e tecnologias digitais no ICMTT 24, em Cusco, no Peru, a participação no Fórum Abratur 2023 e uma agenda de cultura afro-brasileira. Quatro números públicos dimensionam esse terreno.
Alta de 6,2% sobre o mesmo período de 2024, somando transporte, hospedagem, alimentação fora de casa, atividades culturais e recreativas e agências de viagem. É faturamento das atividades turísticas, não PIB do setor, e ainda sem dezembro de 2025.
O campo em que ele pesquisa e fala em eventos é um setor de escala nacional e em alta, o que sustenta demanda por quem sabe traduzi-lo com linguagem de pesquisa. Fonte: FecomercioSP, com dados do IBGE, 2026 (dados de 2025).
Interesse declarado, medido pelo próprio setor, num recorte de mercado que hoje tem boletim oficial dedicado a ele.
A pauta afro que atravessa as publicações dele tem demanda declarada alta dentro do setor, o que dá lastro de mercado a um posicionamento que hoje aparece de forma pessoal. Fonte: Ministério do Turismo, Boletim de Inteligência de Mercado no Turismo, edição sobre afroturismo, 2026.
É um mercado com volume medido e comprador organizado, com entidade que publica balanço anual.
A mobilidade corporativa que ele foi apresentar no Peru tem aplicação prática imediata, porque existe quem compre esse conhecimento. Fonte: Abracorp, balanço anual, 2026 (dados de 2025).
Entre todos os assuntos testados, esse é o primeiro da lista de interesse declarado dos usuários brasileiros da rede.
O assunto que ele domina é o tema de maior interesse declarado no Instagram brasileiro: o conteúdo dele encontra público justamente na rede em que ele já publica. Fonte: Opinion Box, pesquisa sobre o Instagram no Brasil, 2026 (campo em dezembro de 2025).
Os três primeiros números dizem que há mercado, dinheiro e comprador organizado nos temas que aparecem nas legendas dele: um setor de R$ 205,1 bilhões em onze meses, um recorte de viagens corporativas de R$ 13,7 bilhões e um público negro que declara em 91% disposição de consumir experiências ligadas à cultura afro-brasileira. O quarto número diz onde essa conversa acontece: 55% dos usuários brasileiros do Instagram apontam viagem e turismo como o tema que mais lhes interessa, à frente de qualquer outro.
A consequência prática é direta. Quem quiser ser lembrado como a pessoa que explica esse campo não precisa criar interesse, precisa aparecer com regularidade onde o interesse já existe. O perfil hoje tem uma audiência pequena e extremamente responsiva, com 9,40% de engajamento mediano, mais de trinta vezes a régua de 0,30% do Instagram. O que falta não é demanda de mercado nem resposta de público: é presença.
Comparamos o perfil com pessoas que fazem o mesmo que Diego faz: educadores, pesquisadores e consultores brasileiros de turismo e hospitalidade com marca pessoal no Instagram, misturando duas referências nacionais do setor com pares de porte e trajetória próximos, e deixando de fora páginas de instituições, empresas, perfis de notícia e qualquer pessoa com vínculo direto com ele. O método é igual para todos: curtidas mais comentários sobre seguidores exatos, por publicação, mediana das até 36 publicações mais recentes de cada perfil.
| Perfil | Seguidores | Publicações | Engajamento mediano | Selo |
|---|---|---|---|---|
| @moraesrafaelr turismólogo, professor e pesquisador | 29.905 | 943 | 0,43% | sim |
| @guisoaresdias jornalista e consultor de afroturismo | 17.313 | 1.821 | 0,83% | não |
| @lizandranunes educadora de hotelaria e liderança | 9.440 | 1.883 | 0,50% | sim |
| @marceloboeger consultor e professor de hospitalidade | 6.417 | 655 | 0,58% | não |
| @marialdrigui professora e pesquisadora de turismo | 3.824 | 1.565 | 2,07% | não |
| @di_diegosantos este perfil | 936 | 14 | 9,40% | não |
| @lanzariniricardo professor de turismo na UFRN | 720 | 150 | 3,06% | não |
| Mediana de perfis pessoais de 1 mil a 10 mil seguidores, 2026 | · | · | 1,78% | · |
| Mediana do Instagram, todos os setores, 2026 | · | · | 0,30% | · |
Coleta pública de 24/09/2026, mesmo método aplicado aos sete perfis: curtidas mais comentários sobre seguidores exatos, por publicação, mediana das até 36 publicações mais recentes de cada um.
Com 9,40% de mediana, este é o maior engajamento da tabela, e é também o segundo com menos seguidores entre os sete, 936. A mediana dos outros seis perfis medidos é de 0,70%: o resultado dele é 13,3 vezes essa mediana.
A régua para perfis pessoais de 1 mil a 10 mil seguidores em 2026 é 1,78%, e a do Instagram em todos os setores é 0,30%. Os 9,40% daqui ficam 5,28 vezes acima da primeira e 31,3 vezes acima da segunda.
Ricardo Lanzarini (720 seguidores), professor de turismo na UFRN, é o porte mais próximo e o segundo melhor engajamento medido, com 3,06%. No outro extremo, Rafael Moraes (turismólogo, professor e pesquisador) tem 29.905 seguidores, cerca de 32 vezes a audiência daqui, e mediana de 0,43%.
Primeiro: tamanho de audiência não explica conversa nesse nicho. Entre os sete perfis medidos no mesmo dia e pelo mesmo método, os dois maiores engajamentos medianos são também os dois menores em número de seguidores, e o maior perfil da tabela, com 29.905 seguidores, tem mediana de 0,43%. A discussão útil deixa de ser "preciso de mais seguidores" e passa a ser "preciso aparecer com frequência para uma audiência que já responde".
Segundo: 9,40% é o melhor número da tabela, e a comparação com a régua da faixa de 1 mil a 10 mil seguidores (1,78%) mostra que isso não é só efeito de audiência pequena. Perfis maiores do nicho, como Guilherme Soares Dias (jornalista e consultor de afroturismo, 0,83%), Marcelo Boeger (consultor e professor de hospitalidade, 0,58%) e Liz Nunes (educadora de hotelaria e liderança, 0,50%), são referências consolidadas do mercado e trabalham num patamar de conversa por seguidor bem menor, o que é o comportamento normal de audiência grande.
Terceiro, os limites. As janelas de tempo são diferentes: nos perfis que publicam muito, as 36 publicações cobrem cerca de três meses; aqui, as dez publicações da janela cobrem cerca de 3,9 anos. Por isso a comparação é de mediana, não de média, e por isso a mediana é a medida certa: em Rafael Moraes a média fica em 2,14% contra 0,43% de mediana, porque poucas publicações excepcionais puxam a média. Quatro publicações de Guilherme Soares Dias e uma de Mariana Aldrigui (professora e pesquisadora de turismo, 2,07%) estavam com curtidas ocultas e ficaram fora do cálculo. Os seguidores foram lidos no contador exato de cada página, não no número arredondado do resumo público.
Somando as três coisas: a taxa está no topo do grupo medido, o que sustenta a comparação é a mediana e não um pico isolado, e a única variável em que este perfil fica atrás das referências do nicho é a constância de publicação. Essa é a variável que depende só de decisão.
Das dez publicações do período, dez são imagem e nenhuma é vídeo próprio, então a mediana de imagem é a mediana do perfil inteiro: 9,40%. Não há mediana de vídeo a comparar. Nenhuma publicação tem curtidas ocultas.
Quem decide o resultado aqui não é o formato, é o assunto: as três publicações de trabalho, pesquisa, ensino e eventos têm mediana de 13,78%, contra 6,62% nas três de cultura e ancestralidade, o grupo em que este público responde menos, ainda assim 22 vezes a régua de 0,30%. As quatro publicações marcadas como retrospectiva (#tbt, #tbtdump, #dump) têm mediana de 11,81%, acima dos 9,40% do perfil: material antigo bem contextualizado funciona neste perfil.
Dez publicações entre 12/10/2022 e 09/09/2026, ou 1.428 dias e 204 semanas exatas: 0,05 publicação por semana. Por ano: 1 em 2022, 1 em 2023, 3 em 2024, 4 em 2025 e 1 em 2026 até a leitura de 24/09/2026.
São sete pausas acima de 60 dias: 105 dias (12/10/2022 a 25/01/2023), 368 dias (25/01/2023 a 28/01/2024), 74 dias (28/01/2024 a 11/04/2024), 63 dias (11/04/2024 a 13/06/2024), 210 dias (13/06/2024 a 09/01/2025), 112 dias (23/01/2025 a 15/05/2025) e 482 dias (15/05/2025 a 09/09/2026), a maior delas. O único trecho de ritmo constante é janeiro de 2025: 09/01, 16/01 e 23/01, três publicações em 14 dias, exatamente a cada sete dias, com mediana de 9,08%. A retomada de 09/09/2026 aconteceu 15 dias antes da leitura, e voltou com 27 comentários, o maior número do período.
Cinco das dez marcam alguém, em 9 contas diferentes e nenhuma repetida. A publicação com mais marcações é a de 28/01/2024, com quatro contas na legenda (cabelo, unhas e barba, fotos e a conta citada na linha de modelo).
A mediana das cinco com marcação é 9,83% e a das cinco sem marcação, 7,69%: a diferença existe, mas em grupos de cinco não sustenta uma regra. Hashtag segue o mesmo desenho: nove hashtags em dez publicações, 0,9 por publicação, e cinco publicações sem nenhuma. Horário e dia da semana não mostram diferença real: os horários de Brasília vão de 09:36 a 23:24, com mediana em 14:04, e a mediana das seis quintas (9,46%) fica perto da das outras quatro (8,17%), o que diz respeito ao hábito de publicar, não à resposta do público.
Não há dado demográfico do público nesta leitura. A leitura abaixo vem só do que o perfil publica, das contas que ele marca e dos papéis que a bio declara.
Em ordem de retorno sobre esforço. As cinco primeiras não pedem produção nova: são campos do cabeçalho e material que já está publicado desde 2023, 2024 e 2025.
Cinco dos seis achados se resolvem no cabeçalho e na barra de destaques, com o que já está publicado. O que pede trabalho novo é a frequência, e é ela que muda a escala.
Indicador: cabeçalho completo (nome, categoria, link e três destaques) e engajamento mediano mantido no patamar de 9,40%.
Indicador: sair de 0,05 publicação por semana para pelo menos 0,7, sem cair abaixo da mediana atual de 9,40%.
Indicador: comentários por 100 curtidas mantidos a partir de 13,7 com o volume maior, e nenhuma publicação sem comentário, como nas dez atuais.
Análise de Instagram de Diego Santos · Nobox Group · leitura de 24/09/2026.
Os números vieram do que está publicado no perfil, em coleta pública. Nenhum dado privado de conta foi acessado.